A Importância da Leitura para o desenvolvimento Infantil

Com certeza você já ouviu dizer que a leitura é muito importante para o desenvolvimento infantil. Quer saber o porquê? Segue abaixo uma lista com alguns dos seus benefícios.

Compreender o mundo:

Além de conseguir compreender melhor as regras sociais, as emoções, e aquilo que ocorre a sua volta, a partir das histórias, a criança também consegue conhecer novas culturas, novas formas de pensar e de agir.

Trabalhar as emoções:

A leitura também propicia que a criança se coloque no lugar do outro, sinta emoções diferentes e tente resolver dilemas que não fazem parte do seu dia a dia. Através das narrativas, as crianças podem sentir medo, empolgação e compaixão, bem como vários outros sentimentos importantes para seu desenvolvimento.

Estimular a imaginação e criatividade:

Permite que a criança crie outro mundo e dê asas a sua imaginação.

Estimular o raciocínio:

Uma ótima forma de desenvolver suas habilidades de compreensão para que consigam opinar, criticar e ter maior enriquecimento cultural, intelectual e social. Além disso, são inúmeras as pesquisas que comprovam que ler aumenta as conexões neurais, fazendo com que o cérebro funcione melhor.

Melhorar a fala e escrita:

Ao ler ou escutar histórias lidas por outra pessoa, a criança consegue compreender melhor como as palavras são ditas, a estrutura gramatical, trabalha a interpretação e também aumenta seu vocabulário.

Recreação:

É um passatempo prazeroso para o seu filho, diminuindo o estresse e trazendo muita diversão.

Quer saber como estimular a leitura com seu filho? Então fique atento que na próxima publicação falaremos mais sobre isso.

O CEDAP oferece uma gama de profissionais capacitadas para auxiliar as crianças ao estimular as habilidades necessárias à leitura. A partir de trabalhos especializados em várias áreas do desenvolvimento que envolve a leitura, como: neurológicas, emocionais, fonoaudiológicas, assim como reabilitação, acompanhamento e reforço.

Nossas profissionais:

01. Carla Jakel – Psicóloga clínica e Neuropsicóloga;

02. Isabelle Reis – Professora de Português e redação;

03. Jackeline Rodrigues – Psicóloga clínica e Neuropsicóloga;

04. Leriane Barrachini – Psicóloga Clínica;

05. Marcela Gontijo – Psicopedagoga;

06. Masarela Marques – Pedagoga e Psicopedagoga;

07. Nathallie Arruda – Fonoaudióloga;

08. Nayara Rodrigues – Neuropediatra;

09. Priscila Biaggi – Fonoaudióloga;

10. Rosana Leão – Alfabetizadora do Ensino fundamental I e II e Alfabetizadora da Educação Especial.

Quer saber mais? Entre em contato conosco.

Pandemia da Aprendizagem

O presente conteúdo tem como objetivo ressaltar reflexões sobre o desafio da aprendizagem de crianças e adolescentes que têm inabilidades, ou déficit na aprendizagem. Atualmente as mesmas encontram-se com a saúde mental abalada devido ao prejuízo ao participarem das aulas on-line. Suas falhas acadêmicas afloram e o emocional adoece.
Estes enlaces afetam tanto a saúde mental, quanto aos seus comportamentos, aumentando as frustrações, as postergações e prostrações com relação ao desenvolvimento das suas atividades, outros, mal participam das aulas. Diante do fato surgem os questionamentos, como: Será que estávamos preparados para trabalhar com este tipo de ferramenta? E os pais esperavam por toda essa dinâmica?
Devemos pensar que o Brasileiro possui aprendizagem acadêmica limitada, outros são mal alfabetizados, e muitos são limitados totalmente nesta esfera. Quadro efeito dominó, OU SEJA, se tudo se encontrava complicado nesta estrada, agora piorou, pois economicamente muitos pais não tinham condições para sustentar a família, e muito menos agora para adquirir um computador para o seu filho (a) assistir aulas online. Tudo piorou, a saúde mental dos nossos filhos e dos pais. Muitos passando fome, morrendo não só de doenças adversas, pois destaca-se que as doenças anteriores continuam a existir, nada mudou apenas uma doença a mais que já existia e que fora divulgada de uma forma errada.
A falta de um planejamento por parte dos governantes gerou pânico em todos. Pais sem conhecimento e aparelhamento para lidar com tanta inovação, filhos em casa, e todos matriculados em um universo de estranhez. Todos enclausurados dentro da sua ineficiência, pela fome e pela ignorância adversa.
Realmente estamos doentes. Doentes do não saber lidar com os nossos filhos frente a ensinagem, a economia, a limitação dos governantes de compreenderem que o Estado de Mato Grosso precisa continuar com a rotina de forma consciente.
Hoje não temos a escola, o social, o dialogar, as trocas de informações. Até quando iremos nos permitir ao enjaulamento, ao saber fragmentado?
Quanta angústia e sofrimento. Perdemos muito com este gerenciamento frustrado imposto pelos nossos governantes. E agora como ficaremos? Espero que os políticos e demais personagens que fazem parte deste ato teatral façam algo inusitado ao povo mato-grossense, ou será que eles também fazem parte desta IGNORÂNCIA PANDÊMICA. Tudo indica que sim, mas até quando vamos nos permitir a este cenário?
Convido a todos a reagirem, a nossa família necessita ser resgatada, os nossos filhos precisam retomar as suas rotinas, e nós precisamos acordar para este sistema cruel que pensam apenas no seu enriquecimento pessoal.
Vamos reagir?

Maria Masarela Marques dos Passos

Você conhece qual é o papel do Psicopedagogo?

Psicopedagogia é a área do conhecimento que se propõe a estudar o ser cognoscente, ou seja, o homem enquanto ser em processo de construção do conhecimento, e seu aprender. Esse ser é pluri dimensional, isto é, se constitui das dimensões racional, afetiva/desiderativa e relacional, e das relações entre essas dimensões que ocorrem em um corpo biológico que está inserido em um contexto socioeconômico e cultural.
Em outras palavras, busca decifrar como ocorre o processo de construção do conhecimento nos indivíduos. Assim, ela se propõe a: identificar os pontos que possam, porventura, estar travando essa aprendizagem; atuar de maneira preventiva para evitá-los e, ainda, propiciar estratégias e ferramentas que possibilitem facilitar esse aprendizado.
A Psicopedagogia busca na psicologia, psicanálise, psicolinguística, neurologia, psicomotricidade, fonoaudiologia, psiquiatria, entre outros, o conhecimento necessário para aprender como se dá o processo de aprendizagem nos indivíduos.
Desta forma atua em um sentido mais amplo, investigando e promovendo as possibilidades de mudanças sobre os processos cognitivos, emocionais e pedagógicos que porventura possam estar travando a aprendizagem. Na medida em que trata dos processos diagnosticados, também previne seus pacientes de sofrerem outras dificuldades pessoais decorrentes de tais transtornos de aprendizagem.
O tratamento deve estar voltado para a construção do conhecimento, e não para o produto final. São utilizados diversos recursos pelo psicopedagogo: dramatizações, jogos, leituras, diálogos, desenhos, projetos e outras maneiras que serão descobertas no decorrer dos atendimentos. Inclui-se nesta caminhada a orientação dos pais e professores, ser o mediador de todo o processo e, assim, ir além da junção do conhecimento do psicólogo e pedagogo.
É com o apoio e intervenção adequada de um psicopedagogo que a pessoa pode ter sucesso na vida escolar e social, e progredir em carreiras bem-sucedidas, em cargos de destaques, ao longo da vida. A partir do estudo da origem da dificuldade em aprender, o psicopedagogo desenvolve atividades que estimulam as funções cognitivas que não estão ativadas no paciente e a questão afetiva e social.
Este profissional contribui para a construção da autonomia e independência, através da relação com “como eu aprendo” e “como me relaciono com o saber”. Durante as sessões com o psicopedagogo, os recursos como jogos, livros e computador, tem a finalidade de descobrir os estilos de aprendizagem do paciente: ritmos, hábitos adquiridos, motivações, ansiedades, defesas e conflitos em relação ao aprender. O profissional tem a função de auxiliar o indivíduo que não aprende a se encontrar nesse processo, além de ajudá-lo a desenvolver habilidades para isso.

Maria Masarela M. dos Passos

PEDAGOGIA E PSICOPEDAGOGIA

A PSICOPEDAGOGIA
A Psicopedagogia é um campo de conhecimento e atuação em Saúde e Educação que trabalha com o processo de aprendizagem humana, seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio – família, escola e sociedade, no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios.
Segundo BOSSA (2000), a Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana, que adveio de uma demanda – o problema de aprendizagem, colocado num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia, e evoluiu devido à existência de recursos, ainda que embrionários, para atender essa demanda, constituindo-se assim, numa prática.
A Psicopedagogia vem criando sua identidade e campo de atuação próprios, que estão sendo organizados e estruturados, especialmente pelas produções científicas que referenciam o campo do conhecimento, e pela Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
KIGUEL, (1983) ressalta que a Psicopedagogia encontra-se em fase de organização de um corpo teórico específico, visando a integração das ciências pedagógicas, psicológica, fonoaudiológica, neuropsicológica e psicolinguística, para uma compreensão mais integradora do fenômeno da aprendizagem humana.
O objeto de estudo deste campo do conhecimento é a aprendizagem humana e seus padrões evolutivos normais e patológicos.
É necessário comentar que a Psicopedagogia é comumente conhecida como aquela que atende crianças com dificuldades de aprendizagem. É notório o fato de que as dificuldades, distúrbios ou patologias podem aparecer em qualquer momento da vida e, portanto, a Psicopedagogia não faz distinção de idade ou sexo para o atendimento.
Atualmente, a Psicopedagogia vem se firmando no mundo do trabalho e se estabelecendo como profissão.
O Projeto de Lei 3.124/97 do Deputado Barbosa Neto que prevê a regulamentação da profissão de Psicopedagogo e que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicopedagogia, está em tramitação na Câmara dos Deputados em Brasília na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
A regulamentação da profissão ocorrerá para o nível de especialização e o projeto já foi aprovado na Comissão do Trabalho e na Comissão de Educação, Cultura e Desporto.

SOBRE A PSICOPEDAGOGIA

Historicamente, segundo BOSSA (2000) os primórdios da Psicopedagogia ocorreram na Europa, ainda no século XIX, evidenciada pela preocupação com os problemas de aprendizagem na área médica.
Acreditava-se na época que os comprometimentos na área escolar eram provenientes de causas orgânicas, pois se procurava identificar no físico as determinantes das dificuldades do aprendiz. Com isto, constituiu-se um caráter orgânico da Psicopedagogia.
De acordo com BOSSA (2000), a crença de que os problemas de aprendizagem eram causados por fatores orgânicos perdurou por muitos anos e determinou a forma do tratamento dada à questão do fracasso escolar até bem recentemente.
Nas décadas de 40 a 60, na França, a ação do pedagogo era vinculada à do médico. No ano de 1946, em Paris foi criado o primeiro centro psicopedagógico. O trabalho cooperativo entre médico e pedagogo era destinado a crianças com problemas escolares, ou de comportamento, e eram definidas como aquelas que apresentavam doenças crônicas, como diabetes, tuberculose, cegueira, surdez ou problemas motores. A denominação “Psicopedagógico” foi escolhida, em detrimento de “Médico Pedagógico”, porque, acreditava-se que os pais enviariam seus filhos com menor resistência.
Em decorrência de novas descobertas científicas e movimentos sociais, a Psicopedagogia sofreu muitas influências.
Em 1958, no Brasil surge o Serviço de Orientação Psicopedagógica da Escola Guatemala, na Guanabara (Escola Experimental do INEP – Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC). O objetivo era melhorar a relação professor aluno.
Nas décadas de 50 e 60 a categoria profissional dos psicopedagogos organizou-se no país, com a divulgação da abordagem psico-neurológica do desenvolvimento humano.
Atualmente novas abordagens teóricas sobre o desenvolvimento e a aprendizagem, bem como inúmeras pesquisas sobre os fatores intra e extraescolares na determinação do fracasso escolar, contribuíram para uma nova visão mais crítica e abrangente.

CAMPO DE ATUAÇÃO

O campo de atuação está se ampliando, pois o que inicialmente caracterizava-se somente no aspecto clínico (Psicopedagogia Clínica), hoje pode ser aplicado no segmento escolar (Psicopedagogia Institucional), e ainda em segmentos hospitalares, empresariais e em organizações que aconteça a gestão de pessoas.
O aspecto clínico é realizado em Centros de Atendimento ou Clínicas Psicopedagógicas e as atividades ocorrem geralmente de forma individual.
O aspecto institucional, como já mencionado, acontecerá em escolas e organizações educacionais e está mais voltada para a prevenção dos insucessos relacionais e de aprendizagem, se bem que muitas vezes, deve-se considerar a prática terapêutica nas organizações como necessária.
A Psicopedagogia aplicada a segmentos hospitalares e empresariais está voltada para a manutenção de um ambiente harmônico, e à identificação e prevenção dos insucessos interpessoais e de aprendizagem. Pode ser realizada de forma individual ou em grupo.
É possível perceber que a Psicopedagogia também tem papel importante em um novo momento educacional que é a inserção e manutenção dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) no ensino regular, comumente chamada inclusão.
Entende-se que colocar o aluno com NEE em sala de aula, e não criar estratégias para a sua permanência e sucesso escolar inviabiliza todo o movimento nas escolas. Faz-se premente a necessidade de um acompanhamento e estimulação dos alunos com NEE para que as suas aprendizagens sejam efetivas.

ÉTICA PROFISSIONAL

Os psicopedagogos devem seguir certos princípios éticos que estão condensados no Código de Ética, devidamente aprovado pela Associação Brasileira de Psicopedagogia, no ano de 1996.
O Código de Ética regulamenta as seguintes situações:
– Os princípios da Psicopedagogia;
– As responsabilidades dos psicopedagogos;
– As relações com outras profissões;
– O sigilo;
– As publicações científicas;
– A publicidade profissional;
– Os honorários;
– As relações com a educação e saúde;
– A observância e cumprimento do código de ética;
– As disposições gerais.

A PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA NO CENTRO DE ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO – CEAP DA UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
A Psicopedagogia Clínica desenvolvida no CEAP tem como missão retirar as pessoas da sua condição inadequada de aprendizagem, dotando-as de sentimentos de alta autoestima, fazendo-as perceber suas potencialidades, recuperando desta forma seus processos internos de apreensão de uma realidade nos aspectos: cognitivo, afetivo emocional, e de conteúdos acadêmicos. O CEAP foi constituído em 1988, e desde então vem prestando serviço à comunidade.
Dentre as ações desenvolvidas pelos psicopedagogos no CEAP, pode-se destacar:
– Avaliar e diagnosticar as condições da aprendizagem, identificando as áreas de competência e de insucesso do aprendente;
– Realizar devolutivas para os pais ou responsáveis, para a escola, e para o aprendente;
– Atender o aprendente, estabelecendo um processo corretor psicopedagógico com o objetivo de superar as dificuldades encontradas na avaliação;
– Orientar os pais quanto a suas atitudes para com seus filhos, bem como professores para com seus alunos;
– Pesquisar e conhecer a etiologia ou a patologia do aprendente, com profundidade;
– Realizar os encaminhamentos necessários para sanar a problemática evidenciada;
– Oferecer cursos para capacitação docente e de Psicopedagogia Preventiva.

Para a prática diagnóstica das dificuldades apresentadas pelos aprendentes, são considerados os seguintes aspectos:
– Orgânicos e motores: dizem respeito à estrutura fisiológica e cinestésica do sujeito que aprende;
– Cognitivos e intelectuais: dizem respeito ao desenvolvimento, a estrutura e ao funcionamento da cognição, bem como ao potencial intelectual;
– Emocionais: ligados a afetividade e emotividade;
– Sociais: relacionados ao meio em que o aluno se encontra;
– Pedagógicos: estão incluídas questões didáticas, ligadas a metodologia de ensino e de avaliação, nível e quantidade de informações, número de alunos em sala, e outros elementos que dizem respeito ao processo ensino aprendizagem.

Cabe destacar que cada área avaliada, necessita de recursos, provas e testes específicos.
De acordo com BOSSA (2000), em geral, no diagnóstico clínico, ademais de entrevistas e anamnese, utilizam-se provas psicomotoras, provas de linguagem, provas de nível mental, provas pedagógicas, provas de percepção, provas projetivas e outras, conforme o referencial teórico adotado pelo profissional.
O psicopedagogo deve ser um profissional que tem conhecimentos multidisciplinares, pois em um processo de avaliação diagnóstica é necessário estabelecer e interpretar dados em várias áreas. O conhecimento dessas áreas fará com que o profissional compreenda o quadro diagnóstico do aprendente, e favorecerá a escolha da metodologia mais adequada, ou seja, o processo corretor, com vista a superação das inadequações do aprendente.
É necessário ressaltar também que a atualização profissional é imperiosa, uma vez que trabalhando com tantas áreas, a descoberta e a produção do conhecimento é bastante acelerada.
No que diz respeito à Pedagogia, a relação que se pode estabelecer com a Psicopedagogia, é que ela representa uma das colunas de sustentação do emergente campo de conhecimento, assim como igual importância, tem a Psicologia e outras áreas de conhecimento que o permeiam.
A Psicopedagogia nasceu, especialmente, da necessidade de compreensão e atendimento às pessoas com dificuldades e distúrbios de aprendizagem, e ao longo de sua estruturação veio, e vem adquirindo novas perspectivas.

A aprendizagem e o Sono

A aprendizagem pode ser considerada um processo de alteração no comportamento decorrente de uma experiência. Porém três deles são de extrema importância, são os aspectos:
— Neurobiológicos: neuro desenvolvimento, integridade das funções cerebrais, aspectos sensoriais, funções neuropsicológicas e de processamento cerebral;
— Socioculturais: influência do contexto histórico cultural, escolar e
familiar;
— Psicoemocionais: influência de fatores pessoais, de personalidade, estados emocionais, estilos de aprendizagem, dentre outros.
Assim, podemos dizer que a aprendizagem escolar, se dá por um canal que é interligado no indivíduo através de diferentes estímulos, porém, também existem três áreas de extrema importância, e que se comunicam constantemente para que a aprendizagem ocorra de forma correta. São elas:
– Processamento visual envolvendo o campo Occipitotemporal;
– Área de Wernicke;
– Área de Broca;

Sendo que cada uma fica responsável por uma determinada habilidade. O Occipitotemporal possui a responsabilidade de identificar os grafemas e suas características. A área de Wernicke transforma esses grafemas em fonemas, para em seguida segmentá-la e compreender os vocábulos e a articulação desta palavra acontece na área de broca. Tudo é muito interligado, unido.
Podemos então perguntar: Em que momento esta aprendizagem é sedimentada, alicerçada? Ao dormir. Muitos cientistas mencionam que para estar apto ao aprendizado o cérebro precisa primeiro passar por várias horas de sono.
Portanto, após o aprendizado o sono promove a consolidação e reestruturação de memórias através de mecanismos que vêm sendo esclarecidos nas últimas décadas.
Em 2014, as pesquisadoras brasileiras, Natália Lemos, e Janaina Weissheimer publicaram um estudo coordenado por Sidarta Ribeiro, demonstrando o benefício da soneca para que ocorra a retenção de informações.
O sono ajuda os neurônios a formar conexões muito específicas que podem facilitar a memória de longo prazo.
Assim, o sono desempenha papel importante na aprendizagem e na memória. Quem não dorme bem, não vai aprender bem. Após uma noite mal dormida, a pessoa pode ficar mais irritada e com menor capacidade de concentração durante o dia, o que pode repercutir na memória.
Crianças que dormem pouco: elas precisam de mais tempo para armazenar na memória a vasta quantidade de informações assimiladas ao longo do dia, e para produzir hormônios de crescimento. Dos 5 aos 12 anos, portanto, deve-se dormir, em média, dez horas seguidas.
Seguem informações importantes sobre o sono e a aprendizagem: Quem dorme 8 horas (das 22h às 6h)

– Das 6h às 8h: o período é desfavorável ao estudo. Os bilhões de neurônios inertes durante o sono precisam de pelo menos duas horas para voltar à ativa.
– Das 8h às 12h: o corpo libera hormônios, como o cortisol e os da tireoide, que estimulam a atividade dos neurônios. São quatro horas valiosas para a assimilação de informações.
– Das 12h às 13h: hora do almoço. O corpo está voltado para a produção de um conjunto de hormônios que confere sensação de fome. A capacidade de concentração fica comprometida – evite estudar agora.
– Das 13h às 14h: o processo de digestão consome cerca de uma hora e provoca ainda mais lentidão dos neurônios. Pesquisas revelam que uma sesta neste período potencializa a memória.
– Das 14h às 18h: o corpo volta a liberar hormônios que melhoram a performance dos neurônios. É boa hora para a apreensão de novos conhecimentos.
– Das 18h às 21h: bom momento para uma revisão da matéria. Novas pesquisas mostram que é justamente doze horas depois do despertar que os neurônios mais se dedicam ao processamento de informações assimiladas ao longo do dia.
– Das 21h às 22h: o corpo produz a melatonina, o hormônio do sono, e o cérebro passa a funcionar em ritmo mais lento. O ideal é voltar a estudar no dia seguinte

Dicas para o sono ideal

– Estabelecer uma rotina relaxante antes da hora de dormir (banho morno, leitura rápida). Crianças também podem ouvir histórias contadas pelos pais, isso ajuda a relaxar e ainda estimula o hábito da leitura;
– Tentar seguir uma rotina de horário durante os dias da semana e inclusive nos finais de semana;
– Para os pais é importante lembrar que a criança gosta de rotina, e quanto mais adaptada ela for à rotina escolar, melhor;
– Praticar atividade física regularmente (evitar muito próximo da hora de dormir);
– Evitar pensamentos que provoquem ansiedade antes de dormir;
– Deixar para resolver os compromissos e problemas no dia seguinte;
– Procurar fazer refeições leves à noite e evitar se alimentar perto da hora de dormir;
– Evitar o consumo de alimentos estimulantes (cafeinados) e nicotina, principalmente após as 17 horas, pois podem dificultar o início do sono;
– Evitar televisão e computador próximo da hora de dormir.

Meu Ursinho de Pelúcia

Nestes 18 anos que estou atuando como psicopedagoga tenho vivenciado grandes experiências no cotidiano das reabilitações com os pacientes, e nas orientações com os pais.
Tenho encontrado muitos pais que relatam sobre a sua formação profissional com o intuito de impressionar, intimidar com o seu saber, para em seguida falar sobre o (a) filho (a) e seus achismos. Durante o diálogo trazem uma dinâmica familiar perfeita, repleta de harmonia. Destacam valores e princípios que são regidos neste hemisfério.
Porém, quando o sujeito chega no consultório demonstra-se assustado, perdido, fragmentado, dependente, sempre falando do outro (pais).
Os pais auxiliam-no em tudo, até arrumar a própria alimentação. Parece que lhes são retirados (adolescentes, crianças em desenvolvimento), sem consciência, ferramentas de sobrevivência para com o outro. E assim sofrem bullyng, são rejeitados pelo grupo, são adolescentes e crianças infantilizadas. Demonstram medo no pensar, no brincar, no descobrir-se.
Os pais neste ato de proteção sem causa, empregam o valor do TER, e a ideia do SER encontra-se distante.
Que contexto familiar é este? O que desejamos para os nossos filhos? Que conduta está sendo empregada para a formação do mesmo? Que tolhimento está ocorrendo? Que filhos estamos criando para o mundo?
Percebo que a meta dos pais hoje é oferecer o melhor para os filhos, retirando-os da zona do desconforto. Proporcionando ao filho a leitura de que tudo pode, que seus desejos serão realizados. Mas, e o amanhã senhores Pais? Como o seu filho irá reagir diante de tantas cobranças e demandas que serão impostas pela sociedade.
Tolhimento cruel e dolorido por não permitir que este sujeito responda pela sua demanda, conquiste seu espaço após lutar pelo mesmo. Decida e seja respeitado em suas decisões principalmente quando esta interfere em sua construção pessoal.
Esta fatalidade tem o objetivo de atender a demanda dos pais com as metáforas – “Meu filho vai ser, fazer o que nunca fiz”. “Passei necessidades, dificuldades para chegar onde cheguei”. Dentro deste contexto não priorizam as experiências outrora vividas pelos senhores. Chegaram onde estão devido aos esforços medidos. Parabéns, o senhor é um vitorioso.
Deparo-me com crianças sendo comandadas, infantilizadas, desorganizadas. Refletindo as inabilidades dentro do contexto escolar, onde é o único lugar que lhe exigem o conhecimento, suas habilidades de pensar, organizar as informações pré-estabelecidas para a sua caminhada posterior.
Em seu contexto escolar estes pequenos sofrem por não conseguir se deparar com as faltas, falhas, pois não estão preparados para lidar com o NÃO, com o refazer.
Aqui começam as negações deste sujeito enquanto aluno, produtor de conhecimento, pois sempre teve alguém para atender seus desejos atendidos.
Cabe refletir da necessidade do ouvir, de verificar o que está acontecendo, de percebe-lo diante das suas necessidades básicas.
Com a entrada do século XXI, o valor do SER, está ficando mais distante, uma vez que a história está sendo perdida, e tentam suprir sua falta desejando ao filho o modismo do TER, e não do SER, e nesta disputa do TER, apresentam-se pais ansiosos, desejosos que este filho não os rejeitem. Desdobram-se para atender todas as necessidades dos filhos, inibindo o seu crescimento, o seu suposto sofrimento. Percebo nitidamente o quanto há um cordão unindo intensamente estes seres tão diferentes, e que são aprisionados pelo egoísmo inconsciente.
Estas adversidades têm algo em comum que regem o caráter de um ser humano, que se encontram em todos os lares, que foram experienciados pelos nossos pais e aplicados de maneira filosófica em nossa vida diária através do diálogo. Respeitar o próximo como a si mesmo, convivências sociais, e assim, construímos a história do “Eu”. Edificando princípios, valores e caráter.
Como ser humano e psicopedagoga sinto saudade daquela época. Simplesmente vivíamos, não éramos sufocados pelo desejo do outro. Havia o respeito de experienciar para amadurecer. Falávamos pouco isso é bem verdade, mas éramos ouvidos quando dialogávamos com os nossos pais, avós, tios, primos, e com nossos amigos.
Lembro-me que arrumávamos os brinquedos, e as nossas fantasias vinham à tona, ora mulher maravilha, super-homem, homem aranha. Hoje somos movidos pela era da internet, ou seja, portamos os nossos brinquedos em celulares, tablets…
Com tais atitudes algemam sua prole fazendo todos os comandos possíveis, desde o café da manhã até o momento de dormir. Nesta caminhada a linguagem diária muda, ou seja, usam as palavras no diminutivo, infantilizando-os, e nesta faceta retiram as ferramentas do amadurecer, das conquistas, de viver novas experiências, e de conviverem com o diferente.
Infelizmente não vivemos em um reinado de príncipes e princesas, e sim em um mundo onde a exigência é de oportunizar o filho a um contexto sadio. Não os coloquem em uma redoma de vidro, esquecendo-se do amanhã.
Amanhã teremos SUJEITOS que não conseguirão lidar com o NÃO, que acreditarão que o mundo gira em torno de si, das suas necessidades. Após as frustrações estas crianças passarão a apresentar quadros que demandam da assistência psicológica, psicopedagógica, psiquiátrica….
Ancorarão na negação, tornando-se vítimas do contexto familiar, tornando-se dependentes do outro.
Para sair desse rito insalubre há necessidade de deixar de ser o Ursinho de Pelúcia, provocar crises nesta esfera familiar. Crise que é transformada na busca do próprio EU. Desconstruir o que outrora fora realizado pelo outro. Assim a vida torna ao rio. O percurso iniciar-se-á com novas buscas, novos empreendimentos, novos olhares, permitindo crescimento de SER / ESTAR/ CONQUISTAR / AMADURECER para o amanhã.
A humanidade tem a necessidade de buscar sempre, amadurecer para viver, e viver um dia de cada vez. Amanhã pertence ao amanhã, o futuro pertence ao futuro e o passado as nossas lembranças, apenas isso.

Maria Masarela Marques dos Passos